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domingo, 9 de janeiro de 2011

Dieta vegetariana ganha cada vez mais força no esporte

Apesar dos estudos científicos não comprovarem que a dieta vegetariana traz benefícios ao rendimento dos atletas em comparação aos não-vegetarianos, a procura por uma alimentação que dispense produtos de origem animal tem aumentado no mundo dos esportes. “É cada vez maior o número de atletas vegetarianos, devido aos costumes religiosos e culturais, crenças étnicas ou filosóficas, e devido à busca por uma vida mais saudável”, afirma Patrícia Bertolucci, uma das precursoras da nutrição esportiva no país. Como esse tipo de esportista não se alimenta de carnes e em alguns casos dispensa até de derivados do leite, caso dos veganos, uma série de cuidados devem ser tomados para que não faltem nutrientes e energia.
Arquivo Pessoal
O escalador Plínio Bonfim adotou o vegetariaismo há cerca de 8 anos

Escalador e ex-capoeirista, Plínio Bonfim, 31 anos, formado em nutrição, começou a se tornar vegetariano há 8 anos, período em que iniciou a prática da escalada. “Fui abandonando a carne gradualmente e há uns 6 anos eu deixei de comer carne completamente”, recorda. Talvez por ser nutricionista, Plínio sabe bem a importância da reposição de algumas substâncias na dieta dos que não ingerem carnes. “Eu tenho que substituir a proteína por outras fontes que não sejam a carne. No meu caso, ainda como ovo. E uso também muito cereal integral, arroz com feijão, soja e quinua”, revela o escalador, que treina três vezes por semana na academia e uma vez por semana faz escalada ao ar livre.

A nutricionista Priscila Di Ciero é uma das que defende o vegetarianismo entre quem pratica atividades físicas. “As pesquisas mostram que não há diferença entre ser vegetariano ou onívoro (que se alimenta de animais e vegetais). O cardápio vegetariano, quando bem feito, é naturalmente rico em vitaminas, minerais, antioxidantes e carboidratos, que são a base da alimentação de qualquer atleta, e pode ser útil e mais saudável”, defende Priscila. “Isso não quer dizer que uma pessoa deva parar de comer carne e virar vegetariana achando que seu rendimento vai melhorar”, alerta.

Para suprir a deficiência de nutrientes fundamentais para qualquer pessoa como proteínas, zinco e ferro — todos fartamente encontrados em carnes, frangos e peixes — e evitar riscos à saúde, o atleta vegetariano deve compensar a diferença com alimentos nutritivos. “A base da alimentação tem que ter bastante frutas, verduras, legumes, arroz integral, grãos, lentilhas, feijão, soja e linhaça. E castanhas, de todos os tipos, que também são boas fontes de gordura, de vitaminas e minerais”, explica Priscila di Ciero. A nutricionista Serena Del Favero vai além: “Cereais ajudam, pois são fontes de carboidratos, que fornecem energia às células. Vale também o uso de suplementos, se for necessário.”

Curiosidade
Raridade no futebol
Encontrar um jogador de futebol que seja vegetariano é tarefa quase impossível, como garante a nutricionista Silvia Torres, no Flamengo desde 1984, e na Seleção Brasileira desde 2001. “No futebol é muito raro. Os hábitos são voltados principalmente para a proteína (encontrada nas carnes). Não conheço ninguém.”

Em defesa dos animais
Os veganos são pessoas que seguem uma filosofia de vida baseada em conceitos éticos que têm como base a proteção aos direitos dos animais. Eles pregam o fim da escravidão animal e buscam evitar a exploração e abusos por meio de boicotes a quaisquer produtos de origem animal (alimentar ou não). Os veganos também não consomem nada que tenha sido testados em animais ou que inclua qualquer forma de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de fabricação.

À base de frutas e verduras

» Carl Lewis
Eleito o “Esportista do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional, o velocista vegano, nascido nos Estados Unidos, colecionou 10 medalhas olímpicas em provas de velocidade, sendo nove delas de ouro. Em 1991, bateu o recorde de 9,86 segundos na prova dos 100 metros rasos.

» Dave Scott
Foi seis vezes campeão do Ironman no Hawaii, a principal competição de triatlon no mundo, chegando em primeiro lugar em 1980, 1982, 1983, 1984, 1986 e 1987. Apelidado de “The Man”, só teve seu recorde igualado por Mark Allen, que curiosamente venceu seis vezes logo após largar o vegetarianismo.

» Éder Jofre
O maior pugilista brasileiro de todos os tempos, vegetariano desde os 20 anos de idade, foi campeão mundial peso-galo em 1960 e do peso-pena em 1973 sem comer alimentos de espécie animal. Ele atribui a sua capacidade física, de resistência e força, à dieta vegetariana.

» Murray Rose
Considerado um dos maiores nadadores de todos os tempos, este escocês vegetariano conseguiu, logo aos 17 anos, três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1956, em Melbourne, na Austrália. Nos 400m livre, 1500m livre e 4 x 200m livre. Em 1960, nas Olimpíadas de Roma, também ficou com o ouro, nos 400m livre.


Cuidado com as deficiências

Substâncias fundamentais presentes nas carnes devem ser buscadas pelos vegetarianos. A falta de vitamina B12, necessária para a boa manutenção do sistema nervoso, pode originar problemas cardiovasculares. E a isenção de creatina resulta em estoques musculares mais baixos.

Por outro lado, a dieta verde é rica em carboidratos, que fornecem energia às células, e antioxidantes, como vitamina C, E e beta-caroteno, que defendem o tecido muscular do estresse provocado pelos exercícios. “O mito de que ser vegetariano significa correr o risco de ficar doente ou sem músculos deve ser quebrado. Se a alimentação for balanceada, raramente haverá problemas de falta de nutrientes”, ressalta a nutricionista Patrícia Bertolucci. “A dieta vegetariana é capaz de suprir as necessidades do corpo para que a saúde continue perfeita, ou até melhor, sem prejudicar a performance do atleta”, garante.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vinho ajuda no combate a diabetes, hipertensão e excesso de colesterol

Nos testes de laboratório, o resveratrol foi capaz de matar as células de câncer no cérebro e, ao contrário do que acontece na quimioterapia, ainda protegeu as células saudáveis.

Nas visitas aos vinhedos, descobrimos pequenos truques para proteger as plantas e os cachos de uva. Saquinhos plásticos evitam que as folhas se queimem na aplicação de fertilizantes e herbicidas. A companhia das oliveiras faz muito bem às parreiras. É que as plantas que dão azeitona crescem muito, e os vinhedos entram na competição e crescem também.
 
Como há rosas perto das parreiras, e não é só pela beleza das flores. É uma forma de saber se há pragas por perto. As rosas são mais sensíveis e são atacadas, primeiro. Assim, fica fácil o agricultor identificar a doença e evitar que ela se espalhe.
 
Esses tipos de associação são muito comuns na agricultura e também na ciência. Muitas vezes, é assim que se encontra a luz no fim do túnel.
 
Por exemplo, o vinho contribui para a longevidade na Serra Gaúcha? O povo da região acredita que sim, e fica fácil entender vendo a disposição da produtora de vinhos Maria Carrer, de 79 anos. Ela fica o dia inteiro na lida. Os filhos e netos se preocupam. “Ultimamente, eles não querem mais que eu trabalhe. Mas eu não consigo, eu gosto da roça”, diz. E a explicação que ela nos dá é muito simples: “eu me sinto feliz”.
 
O vinho está todos os dias na mesa da produtora de vinhos Maria Carrer, do enólogo Idalêncio Angheben, do enólogo Angel Antonio Mendoza e do engenheiro Ivan Carlos Regina. Não é à toa que os cientistas estão de olho no que guarda cada taça.
 
O pesquisador Guido Lenz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), procurou respostas a respeito do câncer. Nos testes de laboratório, o resveratrol foi capaz de matar as células de câncer no cérebro e, ao contrário do que acontece na quimioterapia, ainda protegeu as células saudáveis. “Foi uma surpresa muito grande um composto que é tão bom com células boas ser tão mau com as células ruins”, aponta.
 
Em outro laboratório, agora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o professor Roberto Soares de Moura retirou o álcool do vinho. O líquido, transformado em pó, foi dado a ratinhos com pressão alta. Os animais tiveram a pressão normalizada. O resultado foi além do esperado. “Essas substâncias químicas extraídas do vinho ou da casca da uva têm efeito antihipertensivo, antidiabético e redução de colesterol, que seria benéfico no tratamento da chamada síndrome metabólica. É tudo em um pacote só”, afirma.

FONTE:GLOBO REPÓRTER.
IMAGEM: REPRODUÇÃO.


 

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

27/09-dia mundial do coração.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-americana da Saúde, ao menos 60% das mortes em todo o mundo poderiam ser evitadas ou adiadas se houvesse um consumo mínimo diário de cinco porções - ou 400 gramas – de legumes, folhas e frutas.
Uma dieta sem gorduras, rica em fibras, como frutas e vegetais, ajudam, por exemplo, a reduzir a pressão arterial e melhorar os fatores de risco de diversas doenças crônicas e de cardiopatias. Além disso, carnes magras e pequenas porções diárias de arroz com feijão contemplam uma dieta ideal para a saúde cardiovascular.

O ácido graxo ômega 3, por exemplo, um tipo de gordura poliinsaturada, pode diminuir o risco de ataque cardíaco, proteger contra batimentos cardíacos irregulares e regular a pressão arterial. Uma das fontes naturais para este ácido graxo é o peixe, óleo de linhaça, óleo de noz, óleo de soja e óleo de canola.

Em pacientes hipertensos, por exemplo, a atenção com o sal deve ser redobrada, assim como os portadores de dislipidemias devem evitar o consumo de gorduras saturadas e trans, responsáveis pela gordura abdominal, que é fator para evolução do diabetes, insuficiência cardíaca, angina e dor no peito.

O resultado positivo da associação de dieta, exercícios e controle do colesterol, da pressão alta e da obesidade são essenciais para diminuição dos riscos para o coração. É de consenso geral que a atividade física promove diversos benefícios à saúde como, por exemplo, reduz os níveis de insulina no sangue e de triglicérides, aumenta o HDL (lipoproteína de alta densidade, o bom colesterol), melhora a circulação sanguínea nas pernas, além de ser coadjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca.
Fonte:nutricorpo.
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